Querida eu.
Estou numa jornada de aceitação. Não estou mais conseguindo aceitar migalhas de afeto, pois o meu coração está querendo tornar-se único e preenchido. Passei por muitas adversidades em minha vida e muitas das vezes, tive que passar por todas elas sozinha.
Às vezes, penso: “como é que eu consegui sobreviver a todas essas coisas? Como eu tive o culhão para aguentar sem me despedaçar completamente?” Como se houvesse respostas para as minhas perguntas e anseios.
Escrevo isso talvez, com muito orgulho e tristeza, pois foi tirado de mim a minha inocência. Doeu, e muito. Às vezes entro em estado de negação e raiva por não ter conseguido pedir ajuda. Eu não podia. Não estava no momento certo para isto.
Após três anos de relacionamento e 5 anos de término, vi ele com outra pessoa e não me surpreendi. Pude, por fim, aquietar a alma em paz. A mesma coisa com a segunda pessoa.
Talvez, seja porque eu amadureci ou eu aprendi a lidar que nem sempre, irei ganhar e que nem sempre, irei perder. A vida me faz questionar a cada minuto e isso é bom, pois estou aprendendo.
Consegui empregos novos, saí deles, estou fazendo um curso técnico, e hoje, irei fazer minha primeira tatuagem… Se der tudo certo. Olha como a minha vida deu uma virada de chave em tão pouco tempo.
É surreal.
Enfim, posso estar triste hoje ou amanhã, ou depois de amanhã… Mas espero, de coração, que não dure para sempre. Eu quero sair mais, ir para a faculdade, estudar, beijar na boca, viajar, transar, e o que mais a vida pode me proporcionar.
Às vezes, a paixão e os sentimentos podem ser efêmeros, mas não me cansaria de encontrá-los.
Não exatamente a paixão, mas sim, o amor. O amor a mim mesma.
Talvez, Frejat tivesse razão…
“procuro um amor, que seja bom pra mim. Vou procurar, eu vou até o fim.”
Ressignifiquei essa frase como o amor por mim.
E é tão engraçado que não é cansativo, é bom…
Não preciso de relacionamento para me sentir completa.
Só preciso de mim.
Para que a Beatriz de 30, 40, 60 anos leia e entenda que foi duro a construção da autoestima.
Obrigada, querida eu. continue arrasando por aí!








